Um rapaz num abrigo de ônibus está lendo um cartaz do Tim Festival. À medida que lê, a música começa a tocar. Cada vez mais forte, o tema do Festival faz todos dançarem nas ruas. Folhas, revistas e jornais acabam sendo levados pela forte ventania causada pela música. Parecendo sair de todos os lugares, bueiros, janelas e respiradouros vibram no ritmo da música que, contagiando cada vez mais gente, vai aumentando de intensidade. O rapaz que agora está quase sendo levado do abrigo de ônibus consegue terminar de ler o cartaz e uma blusa trazida pelo vento cobre seu rosto pondo um ponto final na tempestade.
Desde o dia 22 de setembro, o filme promocional do Tim Festival está sendo veiculado nas principais cidades do Brasil. A idéia foi criada pela Lew, Lara e filmada pela Conspiração Filmes.
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Um filme que parecia ter um roteiro simples, começa a se complicar já na decupagem dos efeitos. Teríamos que fazer intervenções em quase todas as cenas. Adicionando folhas, bueiros, janelas, árvores e todos os cartazes que teriam, influenciados pelo vento, que parecer estar dançando.
Devido ao mau tempo, a filmagem teve que ser adiada e o prazo para a finalização, que já era curto acabou sendo diminuído para quatro dias. Resultado: a equipe teve que trabalhar numa corrida alucinante contra o tempo.
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Dividimos o trabalho e os artistas 3D em quatro equipes: folhas, árvores, alto-falantes (janelas e exaustores) e cartazes. As cenas das folhas foram feitas de três formas diferentes. Nas cenas mais simples e nas folhas que desejávamos uma animação bem marcada as animamos na mão - via keyframes. Em outras cenas, utilizamos a dinâmica do Maya para cálculo de colisão e intensidade de movimento das folhas. Para as folhas de preenchimento, utilizamos animação de partículas e com o particle replacement adicionamos randomicamente uma folha em cada partícula.
A árvore foi filmada sem folhas e, posteriormente, utilizamos o paint effects para adicionar mais galhos e as folhas. Este é um daqueles efeitos que passam desapercebidos no filme. Na primeira cena, a árvore está cheia de folhas e no fim temos somente os galhos nus, como se a força da música tivesse levado todas as folhas.
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Na animação dos auto-falantes, janelas e exaustores, teríamos que fazer com que vibrassem na batida da música. Para isso, a composição nos mandou arquivos textos com a animação de cada freqüência da música. Com um pequeno script em Mel importamos a animação e escolhemos as freqüências para animar cada elemento.
Os cartazes foram trabalhados com uma mescla da animação conseguida através da simulação (Maya Cloth) com outro cartaz animado através de deformers. Através de um blend shape acertamos a influência de cada uma das técnicas para a animação final do cartaz em cada uma das cenas. Para conseguirmos uma simulação convincente no Maya Cloth utilizamos algumas transform constraints nos cantos e vários fields para simular a força do vento. A curiosidade nos cartazes foi a criação de uma property que mesclava atributos do plástico e jeans com os da seda para chegarmos ao comportamento que queríamos.
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O render em algumas cenas foi feito com RenderMan e em outras com o Maya. Os elementos foram “renderizados” e passados para a composição em passes (normalmente shadow, occlusion, diffuse e reflection).
A composição também contribuiu para todos os efeitos do filme. Para exemplificar, algumas das cenas de animação de bueiros, folhas e auto-falantes foram completamente feitas no Flame/ Smoke/ Combustion.
A equipe dos dois núcleos trabalhou de uma forma tão integrada que fica difícil dizer o que foi filmado, o que foi criado pelo 3d e o que foi aplicado pela composição.
O filme vai continuar sendo veiculado até o Festival 2005, dias 21, 22 e 23 de outubro.